Quem planeja uma viagem ao Peru precisa começar pelo mapa: com 1.285.216 km², é o terceiro maior país da América do Sul. A cordilheira dos Andes atravessa o território de norte a sudeste e desce, a leste, rumo à bacia amazônica, que cobre cerca de 60% da área.
Nossos roteiros de turismo no Peru acompanham essa geografia e juntam trekking nas montanhas, tradições andinas bem vivas e expedições de rio e floresta nas terras baixas.
De Cusco a Machu Picchu, a pé
Tudo começa em Cusco, a antiga capital inca, a cerca de 3.400 m. Dali, as trilhas cruzam povoados de agricultores e passos de alta montanha até chegar a Machu Picchu (2.430 m), a famosa cidadela do século XV, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983.
Até as ruínas, nossos roteiros para Machu Picchu seguem três caminhos: a clássica Trilha Inca, com as permissões (em número limitado) já incluídas; a imponente rota Salkantay; ou a tranquila trilha de Ancascocha, que se junta ao trecho final da Trilha Inca.
Seja qual for a escolha, a herança inca acompanha você o caminho todo: terraços agrícolas, antigos depósitos de pedra e trechos preservados do Qhapaq Ñan, uma rede de estradas de quase 40.000 km.
A trilha Salkantay
Quando o assunto é trekking de altitude, a rota Salkantay é a mais icônica das trilhas no Peru. Com o pico Salkantay (o mais alto da cordilheira de Vilcabamba, com 6.271 m) sempre à vista, o caminho sobe até um passo a 4.636 m e passa rente às encostas glaciais e às águas turquesa da Laguna Humantay.
Depois do passo, a trilha Salkantay desce mais de 2.000 m até a floresta nublada e as plantações de café e chega ao passo de Llactapata (2.736 m). É dali que você avista Machu Picchu pela primeira vez.
Vale Sagrado e Lares: vilarejos e cultura inca
Quer contato próximo com as comunidades sem abrir mão da vista para as montanhas? Os roteiros pelo Vale Sagrado dos Incas e a trilha de Lares são uma imersão de verdade na vida andina tradicional.
Em todos os roteiros, caminhada e cultura local andam juntas: você circula pelas barracas de artesanato do mercado de Pisac, vê os terraços agrícolas circulares dos incas em Moray, passa pelas antigas salinas de Maras, participa de uma cerimônia tradicional à Pachamama ou conhece comunidades de tecelagem nos vilarejos.
A rota de Lares cruza passos acima de 4.200 m, passa por lagoas de alta montanha e termina em Ollantaytambo, a cidade-fortaleza de pedra.
De lodge em lodge ou acampando
Você decide quanto quer de imersão na montanha e quanto quer de conforto. Na caminhada de lodge em lodge, cada dia termina numa pousada aconchegante, com chuveiro quente, banheira de hidromassagem e pensão completa. Quem prefere gastar menos dorme em refúgios de montanha simples ou em barracas, muitas vezes a única opção nas rotas mais isoladas.
A sudeste de Cusco, a trilha de Ausangate (5 dias, 52 km) reúne os dois estilos: cruza passos acima de 5.000 m, passa pela Montanha Colorida e oferece pernoite em lodges andinos exclusivos ou acampamentos.
Huaraz: Cordilheira Branca e Huayhuash
Mais ao norte, a cidade de montanha de Huaraz (3.052 m) é a principal base para explorar tanto os picos alpinos da Cordilheira Branca, dominada pelo monte Huascarán (6.768 m), quanto a remota cordilheira Huayhuash.
Nesta região, toda viagem de aventura no Peru gira em torno de vários dias de acampamento em áreas remotas e começa com duas caminhadas de aclimatação de um dia, saindo da cidade.
Cruzeiros de rio e lodges de selva na Amazônia
A bacia amazônica cobre quase 60% do país, e a aventura na selva tem duas portas de entrada: Iquitos e Puerto Maldonado.
No norte, Iquitos, aonde só se chega de avião ou de barco, é o porto de partida dos nossos passeios pela Amazônia peruana. Dali, pequenos navios de alto padrão fazem cruzeiros de 4 dias rumo à Reserva Nacional Pacaya Samiria, atrás de botos-cor-de-rosa, preguiças e dos bichos coloridos que vivem na copa das árvores.
Mais ao sul, Puerto Maldonado dá acesso aos lodges de selva ao redor da Reserva Nacional Tambopata. As opções são um retiro de 3 dias com a comunidade nativa Ese Eja como anfitriã, uma estadia de pesquisa de 4 dias na floresta, perto de um famoso barreiro de araras, ou uma travessia de 7 dias por terra que liga a selva a Machu Picchu.
Altitude e estação seca
Nas montanhas do Peru, dois fatores definem qualquer rota: a altitude, que começa perto dos 3.400 m em Cusco e sobe bem mais que isso, e a estação seca, de abril a outubro. Na Amazônia, a lógica é outra: as viagens acontecem o ano todo, com águas altas de novembro a junho e águas baixas de julho a outubro.
Quer somar mais floresta ou áreas alagadas à sua viagem ao Peru? Muitos viajantes combinam o roteiro com nossas viagens de aventura no Brasil!