De norte a sul, o Chile tem 4.270 km de extensão e apenas 177 km de largura média. Por isso, o turismo no Chile reúne, num só destino, viagens muito diferentes. No norte, o Deserto do Atacama acompanha o Pacífico por cerca de 1.600 km e é o deserto mais seco do mundo fora das regiões polares. Na fronteira leste, a Cordilheira dos Andes do Chile abriga mais de três dúzias de vulcões ativos e o ponto mais alto do país, o Ojos del Salado (6.893 m). Lá no extremo sul fica a Patagônia, terra de fiordes, campos de gelo e picos de granito.
Nossas aventuras no Chile acontecem nas duas pontas desse mapa. No sul, o cenário é o Parque Nacional Torres del Paine: 1.814 km² de picos de granito, lagos glaciais e estepe. O ponto mais alto do parque, o Paine Grande, chega a 2.884 m, e o Glaciar Grey, com 15 km de comprimento, desce do Campo de Gelo Patagônico Sul. No norte, tudo começa em San Pedro de Atacama, um vilarejo de casas de adobe a 2.450 m de altitude.
Trilhas no Chile em Torres del Paine: o Circuito W e o Circuito O
As duas rotas clássicas de trekking no parque contornam o Maciço Paine. O Circuito W liga o Glaciar Grey, o Vale do Francês e a Base das Torres, e é o percurso dos nossos pacotes de 5 dias e de 7 dias, com 58 a 71 km de caminhada.
Quer conhecer a trilha do lado norte e encarar o Passo John Gardner, a subida mais íngreme da rota? O trekking de 9 dias percorre mais de 124 km pelo Circuito O.
Pumas, vida selvagem e hospedagem em lodge na Patagônia chilena
Nem toda viagem de aventura no Chile precisa ser um trekking de vários dias. No pacote all-inclusive, você se hospeda num domo aquecido e, nos dias completos no parque, escolhe uma excursão guiada por dia. As opções vão da caminhada de 2,5 km rumo ao píer dos barcos do Glaciar Grey à trilha de 22 km até a Base das Torres.
Para quem quer ver a fauna de perto, o Programa de Rastreamento de Pumas de 6 dias leva grupos de no máximo 6 pessoas para procurar pumas de 4×4 e a pé, entre manadas de guanacos, raposas-da-patagônia e condores-andinos.
Na borda leste do parque, a Estancia Cerro Guido é uma fazenda de 100.000 hectares ainda em atividade, fundada em 1906, que abre as portas para hóspedes. Ali você convive com gaúchos, faz cavalgadas e passa um dia ao lado da equipe que estuda o puma.
Trilhas, camping e observação do céu do Atacama
No norte, o trekking no Chile tem outra cara. Com base em San Pedro de Atacama, nossos roteiros pelo Deserto do Atacama ganham altitude até os 4.350 m (14.272 pés) das lagunas altiplânicas.
Em grupos pequenos de até 9 pessoas, o pacote de 4 dias e o roteiro de 5 dias levam você ao Vale da Lua do Atacama ao pôr do sol, aos flamingos do Salar de Atacama, às cores das Piedras Rojas e aos gêiseres El Tatio ao nascer do sol. À noite, com o céu limpo, é hora de observar as estrelas.
Prefere caminhar por mais dias? O trekking privativo de 7 dias percorre cerca de 65 km entre 3.250 e 4.267 m de altitude. Outra opção é a expedição de camping, com 2 noites em barraca e o tempo dividido entre o Vale dos Cactos e o vilarejo de Machuca (4.000 m).
Melhor época para ir ao Chile, da Patagônia ao Atacama
Num país tão comprido, a temporada depende da região, e cada página de pacote informa a sua. Na Patagônia, nossas saídas de trekking vão de outubro a abril (o Circuito O, só de novembro a março), quando os dias de verão têm média de 11 °C. Já o Atacama recebe viajantes o ano todo, com dias de 20–24 °C entre outubro e março.
Quer esticar as férias? Junte Atacama e Patagônia numa só viagem ao Chile. E, se quiser ir além da fronteira, combine o roteiro com os nossos trekkings no Peru ou as viagens de aventura no Brasil!