Das tartarugas-gigantes nas terras altas de Santa Cruz aos tubarões-baleia da Ilha Darwin, conheça 15 animais de Galápagos, com curiosidades sobre cada um e onde encontrá-los!
A 928 km da costa continental do Equador, as Ilhas Galápagos são protegidas por um parque nacional desde 1959. Foi esse isolamento que moldou a evolução única da vida selvagem local. Como resultado, aproximadamente 97% dos mamíferos e répteis terrestres, juntamente com cerca de 80% das espécies de aves terrestres, não são encontrados em nenhum outro lugar da Terra.
Muitos animais, sobretudo as aves terrestres, não se incomodam quando os visitantes passam por perto. Numa passagem famosa, o naturalista britânico Charles Darwin conta que as pombas nativas das ilhas pousavam direto em seus braços e cabeças.
Quer saber quais animais vivem em Galápagos, quais espécies você tem mais chance de ver e onde exatamente encontrá-las? Você está no lugar certo. O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em pacotes para as Ilhas Galápagos, preparou um guia sobre essa fauna fascinante. Confira abaixo!
1. Tartaruga-gigante-de-Galápagos
As ilhas levam seu nome. Os primeiros exploradores espanhóis usaram a antiga palavra “galápago” (que significa “sela”) por causa do formato do casco. A ciência reconhece cerca de 15 espécies de tartaruga-gigante-de-Galápagos — uma por ilha, ou uma por vulcão, no caso de Isabela.
Em dois séculos, piratas, baleeiros e caçadores de lobos-marinhos levaram de 100.000 a 200.000 delas, porque uma tartaruga aguentava até um ano no porão de um navio sem comida nem água. Hoje, cerca de 20.000 a 25.000 vivem na natureza.
Curiosidades sobre as tartarugas de Galápagos:
- Espalham sementes pelas fezes, abrem trilhas e mantêm a vegetação sob controle. Nas ilhas com tartarugas, os cactos Opuntia evoluíram para formas altas, parecidas com árvores, que deixam frutos e folhas fora de seu alcance.
- Em Santa Cruz, muitas tartarugas fazem migração sazonal, subindo para as terras altas na estação seca, em busca de vegetação, e descem de volta para as terras baixas quando chegam as chuvas.
- Na década de 1960, restavam apenas 14 tartarugas em Española. Diego, um macho que vivia no Zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, foi levado a Galápagos para se juntar a elas num programa de reprodução que gerou mais de 2.000 filhotes, boa parte deles do próprio Diego. Em 2020, com mais de 100 anos, ele voltou para Española.
Onde encontrar: em liberdade nas terras altas de Santa Cruz, onde pastam e se banham em poças de lama nas reservas vizinhas ao parque nacional, e nos centros de reprodução de Puerto Ayora (ao lado da Estação Científica Charles Darwin) e de Puerto Villamil, em Isabela, que criam tartarugas jovens para repovoar as ilhas.
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2. Iguana-marinha
A iguana-marinha é o único lagarto marinho do mundo. Vive em terra e se alimenta no mar, pastando algas nas rochas ou mergulhando em águas frias para capturá-las. Ocupa o litoral de todas as ilhas principais, numa área de apenas 275 km².
Curiosidades sobre as iguanas-marinhas:
- Junto com as algas, engolem muita água salgada. Glândulas no nariz filtram o excesso de sal, que é expelido com um espirro. É por isso que muitos têm uma crosta branca de sal na cabeça.
- Nos anos de El Niño, quando as algas somem, perdem até cerca de 20% do comprimento do corpo, porque o organismo reabsorve parte dos ossos. Quando a comida volta, crescem de novo. Quanto menor a iguana, menos energia ela gasta e maiores são as chances de sobreviver.
- As iguanas de Española ficam vermelhas e verde-turquesa na época de reprodução e ganharam o apelido de “iguanas de Natal”.
Onde encontrar: nas pedras das áreas úmidas de Isabela; no litoral de North Seymour; nos manguezais de Playa Mansa; em Punta Suárez, na Española; e debaixo d’água em Cape Douglas, em Fernandina.
3. Iguana-terrestre-de-Galápagos
Com mais de 90 cm de comprimento e até 14 kg em machos grandes, a iguana-terrestre-de-Galápagos reúne 3 espécies: a amarelada, presente em seis ilhas; a de Santa Fe, restrita à ilha de mesmo nome; e a iguana-terrestre-rosada, criticamente em perigo, que vive apenas nas encostas do Vulcão Wolf, em Isabela.
Curiosidades sobre as iguanas-terrestres:
- A dieta se baseia nas raquetes, flores e frutos do cacto Opuntia. Às vezes, tiram os espinhos com as garras, mas também costumam engolir os espinhos sem problemas.
- Em Fernandina, as fêmeas fazem uma jornada impressionante: sobem vários quilômetros até o topo do vulcão e descem ao fundo da cratera para botar ovos nas cinzas vulcânicas quentes, que funcionam como incubadora.
- Em 1975, cães selvagens acabaram com duas colônias em menos de seis meses. Os filhotes foram criados num centro de reprodução e devolvidos à natureza quando já não havia cães. A última soltura em Cerro Dragón foi em 1991.
Onde encontrar: Cerro Dragón, em Santa Cruz; Santa Fe; North Seymour; e ao longo da estrada que sai do aeroporto de Baltra.
4. Leão-marinho-das-Galápagos
O leão-marinho costuma ser um dos primeiros animais das Ilhas Galápagos que as pessoas veem ao chegar. Esses vizinhos simpáticos dormem tranquilos em píeres, bancos e praias. Os machos adultos pesam até 250 kg, o que faz deles a maior espécie da região.

Curiosidades sobre os leões-marinhos-das-Galápagos:
- A fêmea costuma ter um filhote por ano ou a cada dois anos. A espécie tem implantação tardia, em que o embrião fica “em pausa” por alguns meses antes de começar a se desenvolver, fazendo o nascimento coincidir com a estação mais favorável.
- Os machos sem território se reúnem em “praias de solteiros”, longe das colônias de reprodução, enquanto ganham tamanho e força para disputar um trecho só deles.
- Como evoluíram sem predadores terrestres, quase não têm medo de humanos. Os jovens muitas vezes brincam com quem faz snorkel, nadando em círculos ao redor dos mergulhadores, soltando bolhas e mordiscando suas nadadeiras.
Onde encontrar: La Lobería, em San Cristóbal; Bahía Gardner, na Española (uma das maiores colônias do arquipélago); e, no snorkel, Los Túneles, em Isabela.
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5. Lobo-marinho-de-Galápagos
Apesar do nome, o lobo-marinho-de-Galápagos é, na verdade, uma espécie de leão-marinho, mas com corpo menor, cabeça mais larga, olhos saltados e pelo muito mais denso. Foi justamente essa pelagem que levou os caçadores do século XIX a abatê-lo às dezenas de milhares. A população se recuperou, mas a IUCN ainda classifica a espécie como Em Perigo.
Curiosidades sobre lobos-marinhos-de-Galápagos:
- Caçam lulas e peixes à noite e saem menos para comer nas noites de lua cheia, quando ficam expostos a predadores como tubarões.
- Para fugir do calor, preferem costões rochosos, cantos com sombra, fendas e cavernas.
- Os filhotes mamam por 2 a 3 anos. Quando nasce um filhote novo e o irmão mais velho ainda mama, a disputa é acirrada. O mais velho geralmente leva a melhor, e o recém-nascido muitas vezes não sobrevive.
Onde encontrar: as falésias de El Barranco e Darwin Bay, em Genovesa.

6. Atobá-de-pés-azuis
O atobá-de-pés-azuis é a ave que a maioria das pessoas imagina quando pensa em animais de Galápagos. Os machos levantam os pés coloridos, um de cada vez, numa dança de corte lenta, muitas vezes bem ao lado da trilha. Medem entre 70 e 90 cm e pescam mergulhando de cabeça no mar.
Curiosidades sobre os atobás-de-pés-azuis:
- O azul dos pés vem dos pigmentos carotenoides do peixe fresco que comem. Quanto mais vivo o tom, mais bem alimentada e saudável está a ave. Se passa fome, a cor desbota em poucos dias.
- Quando mergulham em alta velocidade para comer, bolsas de ar que têm no crânio amortecem o impacto. Com as narinas fechadas, respiram pelos cantos do bico.
- As ilhas têm 3 espécies de atobá: o de pés azuis, o de Nazca e o de pés vermelhos. Este último é o mais numeroso, mas faz ninho em árvores nas ilhas mais afastadas e, por isso, é mais difícil de ver.
Onde encontrar: North Seymour, as plataformas de lava acima de Los Túneles e as pedras da baía de Puerto Villamil. Os atobás-de-pés-vermelhos ficam em Genovesa.
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7. Fragatas
Galápagos tem 2 das 5 espécies de ave-fragata do mundo: a fragata-magnífica e a fragata-grande. Na época de reprodução, os machos inflam como um balão a bolsa vermelho-viva da garganta e chamam as fêmeas, que passam voando por cima.
Curiosidades sobre as fragatas:
- Como as penas não são impermeáveis, pescam sem deixar o corpo tocar a água. Uma fragata encharcada pode se afogar.
- Também perseguem atobás e outras aves marinhas pelo ar, às vezes puxando suas caudas, até que soltem ou regurgitem o peixe. A fragata pega a presa antes que caia na água, rendendo-lhes o apelido de piratas.
- Os filhotes dependem dos pais por mais de um ano, representando um dos períodos mais longos entre as aves. Por isso, a fêmea bota um único ovo a cada dois anos.
Onde encontrar: North Seymour, onde os machos se exibem ao lado da trilha, e Genovesa, para ver a fragata-grande.
8. Pinguim-de-Galápagos
É um dos animais de Galápagos mais famosos e o único pinguim que vive na linha do Equador ou ao norte dela. Estão entre os menores pinguins do planeta, com população total de cerca de 2.000 aves. Correntes marinhas levam água fria e rica em nutrientes direto para Fernandina e Isabela, onde vivem cerca de 95% deles.
Curiosidades sobre os pinguins-de-Galápagos:
- De dia, passam boa parte do tempo na água, que é mais fresca que o ar. Em terra, ofega como um cachorro e abre as nadadeiras para dissipar o calor.
- Não tem época fixa de reprodução: bota ovos sempre que há comida em abundância, o que pode acontecer até duas ou três vezes no mesmo ano. Os casais costumam ficar juntos a vida toda.
- O El Niño de 1982–83 reduziu a população em 77%; o de 1997–98, em 65%. A espécie nunca se recuperou por completo e hoje está classificada pela IUCN como Em Perigo.
Onde encontrar: de caiaque na baía de Puerto Villamil, em Isabela; de vez em quando, em Los Túneles; no snorkel em Sombrero Chino e em Bartolomé; e, de bote, ao longo de Punta Vicente Roca.
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9. Cormorão-das-Galápagos
O cormorão-das-Galápagos é o único cormorão do mundo que não voa. Como evoluiu sem predadores terrestres, foi perdendo a capacidade de voar e passou a depender de pernas fortes e pequenas asas vestigiais para se impulsionar no mar. Hoje, estima-se que 1.600 adultos vivam exclusivamente ao longo de Fernandina e das costas norte e oeste de Isabela.
Curiosidades sobre os cormorões-das-Galápagos:
- Seus olhos são de um azul-turquesa intenso, que contrasta com a plumagem escura.
- Para conquistar a fêmea, o macho a presenteia com algas, gravetos e até objetos achados no mar, como tampinhas de garrafa e pedaços de corda.
- Quando a comida é farta, a fêmea pode deixar o filhote com o macho e partir em busca de um novo parceiro para iniciar um novo ninho. Esse tipo de arranjo é raro entre as aves.
Onde encontrar: somente no extremo oeste. Num passeio de bote ao longo de Punta Vicente Roca, na costa oeste de Isabela, é possível vê-los nas pedras.

10. Albatroz-de-Galápagos
O albatroz-de-Galápagos se reproduz quase exclusivamente na Ilha Española, onde foram contabilizados ao menos 34.694 adultos em 2001. Os casais ficam juntos a vida toda e renovam o vínculo todo ano com uma longa dança de corte. A espécie está classificada como Criticamente em Perigo, sobretudo porque muitas aves acabam presas em linhas de pesca.
Curiosidades sobre os albatrozes-de-Galápagos:
- É o único albatroz que se reproduz inteiramente nos trópicos. Quase todas as outras espécies vivem nos mares frios do sul ou do Pacífico Norte.
- Em terra, é pesado e desajeitado. Para decolar, vai bamboleando até a beira das falésias de Punta Suárez e se lança contra o vento, que funciona como uma “pista” natural.
- Chegam à Española por volta de março e abril, permanecendo até dezembro. Entre janeiro e março, quase não se vê nenhum na ilha. Os jovens passam vários anos no mar, sem pisar em terra, antes de voltar à colônia para se reproduzir.
Onde encontrar: Punta Suárez, na Española, durante a temporada, junto com tordos-de-Española, iguanas-marinhas e lagartos-de-lava.
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11. Tentilhões de Darwin
Há mais de uma dúzia de espécies de tentilhões de Darwin espalhadas pelas ilhas, todas mais ou menos do tamanho de um pardal. Estão entre as aves de Galápagos mais comuns, com bicos que evoluíram para comer de tudo — sementes, folhas e flores, insetos e até sangue. Juntos, ocupam nichos ecológicos que, no continente, ficam a cargo de 7 famílias diferentes.
Curiosidades sobre os tentilhões de Darwin:
- Todas as espécies descendem de um único ancestral, uma ave parecida com o tiziu, da família dos traupídeos, que chegou a Galápagos vinda do continente há cerca de 2 a 3 milhões de anos.
- Darwin coletou exemplares em 1835, mas nem percebeu que as aves eram aparentadas, e registrou mal de qual ilha vinha cada uma. Foi o ornitólogo John Gould, em Londres, quem identificou o grupo. Em 1973, os biólogos britânicos Peter e Rosemary Grant começaram a estudá-las.
- Os machos aprendem o canto com o pai, e as fêmeas escolhem o parceiro pelo canto da própria espécie, o que ajuda a manter as espécies separadas.
Onde encontrar: Los Gemelos e Cerro Mesa, nas terras altas de Santa Cruz; a reserva de tartarugas de Manzanillo; e a vegetação costeira de Bahía Borrero.

12. Flamingo-de-Galápagos
As ilhas abrigam apenas cerca de 320 a 350 aves. Em outros lugares, os flamingos precisam de bandos enormes para se reproduzir; aqui, poucos casais bastam. O cor-de-rosa das penas vem do betacaroteno das artêmias filtradas em lagoas de água salgada perto do mar.
Curiosidades sobre os flamingos-de-Galápagos:
- O flamingo-de-Galápagos é, na verdade, o flamingo-americano, a mesma espécie do Caribe, do norte da América do Sul e do México. Estudos indicam que a população das Ilhas Galápagos é isolada e tem pequenas diferenças genéticas e de tamanho, com aves um pouco menores, mas não é reconhecida como espécie à parte.
- Os filhotes nascem cinza-claros e só ficam rosados com o tempo, à medida que acumulam pigmentos. O “leite” produzido na parte superior do trato digestivo de machos e fêmeas também é avermelhado.
- São esquivos e podem abandonar o ninho se forem incomodados. Nos pontos de visitação, a regra é manter distância e fazer silêncio.
Onde encontrar: nas lagoas das áreas úmidas de Isabela, perto de Puerto Villamil, e às vezes na lagoa atrás da praia de Garrapatero, em Santa Cruz.
13. Tartaruga-verde
A tartaruga marinha mais comum de Galápagos é a tartaruga-verde do Pacífico Oriental, que pode ser vista em sessões de snorkel. As fêmeas desovam em mais de 100 praias do arquipélago, o que faz dele uma área de desova crucial. Só Quinta Playa, no sul de Isabela, recebe de 2.000 a 3.000 ninhos por ano.
Curiosidades sobre as tartarugas-verdes em Galápagos:
- Comparada às tartarugas-verdes de outros oceanos, têm casco mais escuro, quase preto, e costumam ser menores. Cientistas ainda discutem se é uma subespécie, uma população distinta ou só uma variação.
- Os filhotes e os jovens são onívoros e comem pequenos animais e plantas. Já os adultos são herbívoros, alimentando-se principalmente de algas e folhas de mangue.
- A desova acontece principalmente de dezembro a junho, com pico nos primeiros meses do ano. O acasalamento costuma ser visto no mar entre novembro e janeiro.
Onde encontrar: Bahía Borrero, em Santa Cruz; Los Túneles, em Isabela; Kicker Rock, perto de San Cristóbal; e as águas calmas de Playa Mansa, em Tortuga Bay, que é melhor explorado de caiaque.
14. Tubarão-martelo-recortado
É por causa dos cardumes de tubarão-martelo-recortado que muitos mergulhadores vão às ilhas. Em Galápagos, juntam-se perto de paredões profundos, em grupos de até 400 tubarões. A pesca excessiva derrubou a população, e hoje a IUCN classifica a espécie como Criticamente em Perigo.
Curiosidades sobre o tubarão-martelo-recortado:
- A cabeça em forma de martelo amplia o campo de visão, abriga mais ampolas de Lorenzini (poros que detectam os campos elétricos de presas escondidas na areia) e ajuda na sustentação do corpo e nas manobras dentro d’água.
- As fêmeas dão à luz filhotes já totalmente formados, em ninhadas que podem passar de 20 a 30. Os filhotes passam os primeiros anos em águas rasas e abrigadas, longe dos adultos.
- Em Darwin e Wolf, os tubarões deslizam devagar por “estações de limpeza”, onde peixes como o peixe-barbeiro e o peixe-anjo-real comem os parasitas de sua pele. É nesses pontos que os mergulhadores costumam vê-los de perto.
Onde encontrar: Wolf e Darwin, as duas ilhas do norte, onde só se chega de liveaboard (barco de mergulho com pernoite a bordo). Quem faz snorkel em Kicker Rock às vezes avista um bem lá embaixo.
15. Tubarão-baleia
Nos meses mais frios, o maior peixe do mundo passa pela Ilha Darwin. Pesquisas conduzidas pela Estação de Pesquisa Charles Darwin documentaram a presença de 82 tubarões-baleia nessas águas entre 2011 e 2013. Surpreendentemente, 91,5% eram fêmeas adultas, medindo em média 11,35 m, e quase todas apresentavam sinais de gravidez. Hoje, a IUCN classifica a espécie como Em Perigo.
Curiosidades sobre os tubarões-baleia em Galápagos:
- Ninguém sabe ao certo onde as fêmeas que passam por Galápagos dão à luz. Os pesquisadores suspeitam que o arquipélago seja uma parada numa rota migratória rumo ao oceano aberto.
- Cada tubarão-baleia tem um padrão único de pintas, como uma impressão digital. Os cientistas usam fotos de mergulhadores para identificar e acompanhar cada indivíduo.
- Em Galápagos, a temporada do tubarão-baleia vai de junho a novembro. O melhor período para avistá-los é de agosto a outubro.
Onde encontrar: Darwin e Wolf, num liveaboard de mergulho. Tanto o tubarão-baleia quanto o tubarão-martelo-recortado vivem nas mesmas águas.
👉 Conheça a aventura: Mergulho liveaboard em Galápagos: 7 noites em Wolf e Darwin
Mais animais de Galápagos para procurar pelas ilhas
- Lagartos-de-lava: são 7 espécies. Mudam de cor quando se sentem ameaçados e podem soltar a cauda para fugir. Procure na trilha para Tortuga Bay e em Santa Fe.
- Tordos: 4 espécies endêmicas. Muitas vezes, são os primeiros a dar as boas-vindas quando você desembarca. O tordo-de-Española vive só na Ilha Española.
- Coruja-do-nabal e papa-moscas-vermelhão: fique de olho nos dois na trilha do vulcão Sierra Negra, em Isabela.
- Golfinhos: o golfinho-nariz-de-garrafa e o golfinho-comum são os mais avistados, como na travessia de barco entre Santa Cruz e Isabela.
- Mola mola: o peixe-lua, que os mergulhadores avistam perto de Punta Vicente Roca.

Passeio por terra, cruzeiro ou barco de mergulho: a fauna de Galápagos que cada viagem revela
Os animais de Galápagos você vê dependem da sua hospedagem. Numa viagem por terra, com hotéis em Santa Cruz, Isabela e San Cristóbal, é possível avistar tartarugas-gigantes, leões-marinhos, iguanas-marinhas, pinguins, flamingos e tartarugas marinhas. Passeios de barco de um dia somam North Seymour, Bartolomé, Santa Fe ou South Plaza.
Um cruzeiro de iate navega à noite até as ilhas mais afastadas: Genovesa, para observar atobás-de-pés-vermelhos e lobos-marinhos, e Española, para ver o albatroz-de-Galápagos. Já o liveaboard de mergulho é o único jeito de chegar a Wolf e Darwin e às águas do oeste, onde vive o cormorão-das-Galápagos.
Nas nossas viagens, um guia naturalista autorizado pelo Parque Nacional Galápagos acompanha você. A taxa de entrada do parque é de US$ 200 por pessoa, paga em dinheiro na chegada.
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Depois de conhecer tantas espécies, cada uma mais incrível que a outra, por que não vê-las com os próprios olhos?
O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em viagens ao Equador, do roteiro por terra de ilha em ilha a uma semana de mergulho em Wolf e Darwin. Trabalhamos com operadores locais e reservamos voos, barcos e hotéis num plano só — você se concentra nos animais, e a logística fica por nossa conta. Fale conosco!
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