Vista aérea das dunas de areia branca e das lagoas de água de chuva dos Lençóis Maranhenses ao pôr do sol, Brasil.
Brasil

8 Melhores Lugares para Viajar no Brasil: natureza e aventura

11 de agosto de 2026

Dunas, selva, pantanais, recifes e cachoeiras: oito destinos de turismo de aventura no Brasil, o que faz a fama de cada um e quando ir

O Brasil tem 8,5 milhões de km² e seis biomas distintos, e é por isso que duas viagens daqui quase nunca se parecem. Quem vai ao Pantanal em julho e quem vai aos Lençóis Maranhenses na mesma semana está vendo paisagens sem quase nada em comum: uma é campo alagado cheio de mamíferos grandes, a outra é um deserto de areia branca que se enche de água da chuva todo ano.

A maioria das listas de melhores lugares para viajar no Brasil começa pelo Rio de Janeiro ou por São Paulo e para no litoral. São cidades fantásticas, que valem a viagem, mas há muito mais para ver em um país deste tamanho e desta diversidade.

Os oito destinos abaixo mostram outro lado do país e fogem dos pontos turísticos do Brasil de sempre: são parques nacionais, planícies alagadas e arquipélagos onde o motivo de ir é a própria paisagem.

Vista aérea das Cataratas do Iguaçu ao pôr do sol, cercadas pela Mata Atlântica, no Brasil.

Quer descobrir as possibilidades para viver as melhores férias da sua vida? O PlanetaEXO, plataforma de ecoturismo especializada em turismo de aventura no Brasil, montou este guia. Confira abaixo!

1. Lençóis Maranhenses: dunas e lagoas

Com 155.000 hectares no estado do Maranhão, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é uma esquisitice geográfica sem paralelo no planeta. Tem cara de deserto árido, mas chove ali cerca de 1.600 mm por ano.

A chuva se acumula entre as dunas e, durante alguns meses, o parque se enche de milhares de lagoas de água doce em que dá para nadar. A UNESCO o incluiu na lista do Patrimônio Mundial em 2024.

Curiosidades sobre os Lençóis Maranhenses:

  • As dunas chegam a uns 40 metros de altura e continuam se movendo com o vento, então o mapa das lagoas muda todo ano.
  • As lagoas enchem de janeiro a junho e seguram água até setembro; em outubro, quase todas já evaporaram.
  • Algumas lagoas têm peixes, levados até ali como ovos por aves, que sobrevivem na lama entre uma estação e outra.

Quando ir: de junho a setembro, com as lagoas cheias e a chuva já passada. A porta de entrada é São Luís, capital do Maranhão, e depois Barreirinhas.

Casal caminhando por uma duna de areia branca à beira de uma lagoa azul-turquesa nos Lençóis Maranhenses, Brasil.
Photo: Leo Castro

👉 Veja mais: Pacotes nos Lençóis Maranhenses

2. Floresta Amazônica: selva e rios

Certamente um dos melhores lugares para viajar no Brasil, a Floresta Amazônica cobre cerca de 5,5 milhões de km² em nove países, e uns 60% dela ficam em território brasileiro.

O Rio Amazonas corta a floresta por mais de 6.900 km e carrega um quinto de toda a água doce que chega ao oceano no mundo. Estradas quase não existem, então a floresta é destino de barco. E a floresta que você vê da água muda por completo entre a cheia e a seca.

Curiosidades sobre a Amazônia:

  • No Encontro das Águas, perto de Manaus, o Rio Negro escuro e o Solimões barrento correm lado a lado por uns 6 quilômetros sem se misturar, por diferenças de temperatura, velocidade e densidade.
  • Entre o pico da cheia e a seca, o nível da água pode variar mais de 10 metros.
  • A região concentra a maior diversidade de fauna do país: mais de 75% dos mamíferos e 80% das aves do Brasil.

Quando ir: na cheia (maio a julho) para remar por dentro da copa das árvores, ou na seca (setembro a novembro) para praias de rio, trilhas e mais chance de ver bicho em terra firme. A porta de entrada é Manaus.

Vista aérea do rio Negro serpenteando pela floresta amazônica alagada, com um barco regional, no Brasil.

👉 Veja mais: Pacotes de Amazônia no Brasil

3. Pantanal: planície alagada e onças

Se você quer o melhor da fauna brasileira, é para cá que deve ir. A Amazônia é riquíssima em biodiversidade, mas o Pantanal, maior planície alagada tropical do mundo, tem campo aberto e vegetação baixa, exatamente o que falta à floresta na hora de realmente enxergar os animais.

Com a maior densidade de onças-pintadas do planeta, o Pantanal Norte transforma os avistamentos da seca, nos rios perto de Porto Jofre, em Poconé, em rotina, e não em sorte.

Curiosidades sobre o Pantanal:

  • Dá para visitar duas regiões bem diferentes: o Pantanal Norte, em Mato Grosso, e o Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul.
  • No auge da cheia, até 80% da planície fica debaixo d'água, o que concentra os animais no chão seco que sobra nos meses seguintes.
  • Além das onças, entre os animais do Pantanal estão capivaras, jacarés, ariranhas, araras, antas e tamanduás-bandeira.

Quando ir: de julho a outubro, auge da seca e melhor chance de onça. As portas de entrada são Cuiabá para o Pantanal Norte (Porto Jofre) e Campo Grande para o Pantanal Sul (e para Bonito, a 3 horas dali, com seus rios de flutuação).

Onça-pintada atravessando um rio no Pantanal enquanto viajantes observam da margem, Brasil.

👉 Veja mais: Pacotes de Pantanal no Brasil

4. Foz do Iguaçu: água e trovão

Bem na fronteira entre Brasil e Argentina, Foz do Iguaçu é famosa pelas Cataratas do Iguaçu. O conjunto tem cerca de 275 quedas distintas, espalhadas por uma frente de quase 2,7 quilômetros.

A peça central, a Garganta do Diabo, é um cânion em ferradura de uns 80 metros de profundidade, por onde boa parte do volume do rio despenca de uma vez. O lado brasileiro dá o panorama; o argentino coloca você em cima dela. O Parque Nacional do Iguaçu é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1986.

Curiosidades sobre Foz do Iguaçu:

  • O número de quedas separadas muda conforme o nível do rio. Depois de chuva forte, saltos individuais se fundem em cortinas mais largas e em menor número.
  • Os taperuçus-velhos fazem ninho atrás da água que cai, atravessando a cortina em pleno voo para chegar à parede de rocha.
  • O parque ao redor protege um dos maiores fragmentos que restam de Mata Atlântica, casa de quatis, tucanos e, raramente vistas, onças-pintadas.

Quando ir: o ano inteiro. De agosto a novembro há bom volume de água com menos gente; o pico de cheia, de janeiro a março, é o mais impressionante, mas algumas passarelas podem fechar.

As Cataratas do Iguaçu vistas do lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu, Brasil.

👉 Veja mais: Pacotes em Foz do Iguaçu

5. Itacaré: ondas e mata

No sul da Bahia, Itacaré fica onde a Mata Atlântica desce até a beira d'água. A maioria das vilas de praia brasileiras derrubou essa mata décadas atrás; aqui ela continua de pé, e o caminho para várias praias é uma trilha por dentro da mata fechada, não uma estrada.

Com uma sequência de picos de surfe a poucos quilômetros do centro, este é um dos melhores lugares para viajar no Brasil se você surfa.

Curiosidades sobre Itacaré:

  • O vizinho Parque Estadual da Serra do Conduru guarda um dos maiores índices de diversidade de árvores já registrados, com bem mais de 400 espécies medidas em um único hectare.
  • A Mata Atlântica foi reduzida a uma fração do que era, o que torna raros trechos costeiros intactos como este.
  • As praias de Itacaré são alcançadas em sequência (Concha, Resende, Tiririca, Prainha), e o surfe fica mais sério quanto mais você caminha.

Quando ir: de setembro a março, o período mais quente e seco. O surfe funciona quase o ano todo.

Praia com coqueiros e Mata Atlântica no litoral sul da Bahia, perto de Itacaré, Brasil.

👉 Veja mais: Pacotes em Itacaré, na Bahia

6. Fernando de Noronha: recifes e tartarugas

Fernando de Noronha é um arquipélago de 21 ilhas a cerca de 545 quilômetros da costa de Pernambuco. A água mais transparente do país está aqui: em um bom dia, a visibilidade chega a 40 metros.

É o lugar mais protegido desta lista. Há limite para o número de visitantes simultâneos na ilha e todo mundo paga uma taxa de preservação ambiental. A UNESCO o declarou Patrimônio Mundial em 2001.

Curiosidades sobre Fernando de Noronha:

  • A Baía dos Golfinhos abriga um dos maiores grupos residentes conhecidos de golfinhos-rotadores, que entram na baía toda manhã para descansar.
  • O arquipélago é vulcânico, formado pela atividade da Dorsal Mesoatlântica, e é por isso que a água já é funda e limpa tão perto da praia.
  • Várias praias fecham para visitação na temporada de desova, quando tartarugas-verdes e tartarugas-de-pente sobem à areia.

Quando ir: de agosto a novembro para a melhor visibilidade de mergulho; de março a julho entram ondulações maiores nas praias de fora.

Mergulhadora nadando ao lado de uma tartaruga-de-pente sobre o recife em Fernando de Noronha, Brasil.

👉 Veja mais: Pacotes de mergulho em Fernando de Noronha

7. Chapada Diamantina: picos e cachoeiras

O Parque Nacional da Chapada Diamantina protege cerca de 152.000 hectares de serras, cânions e rios no coração da Bahia.

A travessia do Vale do Pati é considerada o principal trekking de longa distância do Brasil. São de 3 a 5 dias entre casas de moradores em pleno vale, sem nenhum acesso por estrada: você entra a pé e sai a pé.

Algumas das melhores trilhas da Chapada Diamantina levam a cachoeiras de tirar o fôlego, como a Fumaça, a Fumacinha, o Sossego e a Encantada.

Curiosidades sobre a Chapada Diamantina:

  • O nome vem da corrida do diamante dos anos 1840; os povoados que hoje sustentam as travessias eram arraiais de garimpo.
  • No Poço Encantado, entre abril e setembro, um facho de sol bate no lago subterrâneo e pinta a caverna inteira de azul.
  • Em vez de barraca, quem faz a travessia dorme na casa das famílias que vivem e plantam dentro do Vale do Pati.

Quando ir: de abril a outubro, na seca, quando as travessias de rio ficam mais fáceis e as trilhas, firmes.

Trilheira sentada em uma saliência de rocha sobre um vale verde na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil.

👉 Veja mais: Pacotes na Chapada Diamantina

8. Jalapão: fervedouros e Cerrado

Um dos melhores lugares para viajar no Brasil se você quer menos gente e mais natureza. O Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins, é coberto pelo Cerrado e tem dunas alaranjadas, serras de topo plano e cânions de rio.

As estrelas, porém, são os fervedouros: nascentes de fundo de areia onde a água empurra de baixo para cima com força suficiente para você não afundar. Fica de pé, boiando, sem nadar, em uma água limpa o bastante para ver tudo lá embaixo.

Curiosidades sobre o Jalapão:

  • O Cerrado é a savana com mais biodiversidade do mundo e cobre cerca de 22% do território brasileiro.
  • O capim-dourado nasce aqui e em nenhum outro lugar da mesma forma. As comunidades locais o tecem à mão em artesanato desde os anos 1930, e hoje ele é protegido por certificação de origem.
  • Uma das cachoeiras mais queridas do parque, a Cachoeira da Velha, é uma queda em ferradura de uns 100 metros de largura no Rio Novo.

Quando ir: de maio a setembro, na seca, quando as estradas de terra estão trafegáveis e a água corre limpa.

Vista aérea de um fervedouro cercado por buritis no Jalapão, Tocantins, Brasil.

👉 Veja mais: Pacotes no Jalapão

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Agora que você viu o que cada um destes oito lugares realmente oferece, o próximo passo é casar as suas datas com o destino certo. Não são os únicos lugares para viajar no Brasil, mas estão entre os lugares mais bonitos do Brasil, aqueles em que a paisagem faz o trabalho sozinha.

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