
Uma família austríaca, três semanas e meia no Brasil e três dias de caminhada por um deserto de dunas brancas e lagoas de água doce, contados nas próprias palavras de Olivia
Algumas viagens começam por um lugar, mas esta começou por uma estação. Olivia Rossignol, 48 anos, trabalha nas Nações Unidas e mora na Áustria. Quando planeja uma viagem para a família, começa eliminando opções. Queria um lugar quente para viajar durante o verão europeu, sem cair na estação chuvosa de outro lugar, o que a levou ao Brasil. Enquanto julho é inverno no sul, o norte do país está bem no meio da sua estação seca.
O destino exato veio da filha de 15 anos. Pesquisando sobre o Brasil no Google, encontrou as imagens surreais dos Lençóis Maranhenses em alta no Instagram e fez a pergunta óbvia: “Podemos ir?”. A família montou a viagem de três semanas e meia em torno disso, acrescentando Rio de Janeiro, Pipa, Salvador, Chapada Diamantina e Morro de São Paulo pelo caminho.
Mas o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, uma extensão de 155 mil hectares de dunas de areia branca e lagoas de água da chuva no estado do Maranhão, nunca deixou de ser o ponto central. Foi a primeira vez da família no Brasil e, sem dúvida, o grande destaque de toda a viagem.
Olivia, o marido e a filha atravessaram as dunas e as lagoas em uma trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses, organizada e conduzida pela equipe do PlanetaEXO e por guias locais. Agora compartilhamos a história dela para mostrar como é realmente essa experiência: para uma família, para quem visita o Brasil pela primeira vez e para qualquer pessoa que tenha as mesmas dúvidas que Olivia um dia já teve. Confira abaixo!
Um destino que a filha encontrou na internet
Um ano atrás, os Lençóis Maranhenses nem estavam no radar de Olivia, como ela mesma admite sem hesitar. “Não importa a quem eu conte que estive lá, ninguém conhece. E, sinceramente, um ano atrás eu também não conhecia,” confessou.
A ideia só sobreviveu porque resolvia um problema (um destino fora da estação seca em julho) e porque a filha insistia nas imagens que tinha visto na internet.
Então, inverteram a lógica de sempre. Em vez de encaixar as dunas em um roteiro pelo Brasil, montaram o roteiro em torno de Lençóis e preencheram o resto depois. Para quem visitava a América do Sul em família pela primeira vez, apostar na escolha trazida por prints tirados por uma jovem de 15 anos se mostrou a decisão ideal.
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Três dias desconectados e uma paisagem de outro mundo
Os acampamentos no parque nacional ofereciam Wi-Fi, mas Olivia decidiu não usar. “Para mim estava claro que eu não teria [internet] por três dias”, contou. “Até fiquei um pouco decepcionada por eles oferecerem. Ficar vários dias offline não é algo que acontece atualmente.”
Essa escolha explica boa parte do impacto que a trilha pelos Lençóis Maranhenses teve nela. “Eu tinha a sensação de estar em um lugar completamente diferente, fora da Terra”, disse ela, impressionada, contando que esteve no deserto do Marrocos em fevereiro e esperava algo parecido, só que branco. “Não é. É muito mais espetacular.”
O que mais surpreendeu Olivia foi como o parque se supera o tempo todo. “Você passa o dia inteiro caminhando, vê a areia branca, as dunas, as lagoas, passa uma noite agradável… E então o dia seguinte é ainda mais bonito que o anterior,” lembrou. “Você não espera por isso, porque acha que já viu tudo. Mas fica melhor.”
O terceiro e último dia foi o melhor de todos, e o grupo teve sorte com o timing. “Pegamos a lua cheia, então começamos a caminhar à noite e nadamos sob o luar. Foi incrível.” O tempo também ajudou: ao longo de três dias, tiveram céu azul e, pela conta dela, só uns cinco minutos de chuva.
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Os guias que ficaram até o fim
Em um parque sem estradas, sem placas e sem sinal, são os guias que conduzem a viagem. Os que acompanharam Olivia, Patricio e Cristiano, deixaram a impressão mais forte de todas as pessoas que ela conheceu no Brasil. “Nunca na minha vida conheci pessoas tão gentis quanto aqueles dois guias.”
O momento que ficou marcado nela veio bem no fim, em Santo Amaro, quando a viagem já tinha tecnicamente acabado. A família tinha um traslado marcado para o meio-dia e, nas palavras de Olivia, “do meu jeito europeu, comecei a ficar nervosa” quando o almoço não chegava. O guia simplesmente resolveu: ficou e comeu com eles, foi até a cozinha conferir a comida por conta própria, trouxe os pratos e garantiu que o transfer desse certo.
“Eles tinham que cuidar da gente e cuidaram completamente. E sentimos isso porque, para eles, isso não é só um trabalho,” refletiu ela.
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A barreira do idioma superada pela simpatia brasileira
Olivia ficou satisfeita com a viagem inteira, mas, quando insistimos para saber de algo que não funcionou, ela disse que foi difícil encontrar alguém que falasse inglês, e não só num vilarejo pequeno, o que ela já esperava, mas no Rio também, o que foi uma surpresa.
Embora o conhecimento em italiano e espanhol da família tenha ajudado, a comunicação foi um pouco complicada com algumas pessoas. Ainda assim, nada que pudesse estragar a experiência. “Todos continuaram muito simpáticos, e eu voltaria. Com certeza vou voltar. Há muito mais para ver neste país.”
O Brasil é seguro? A resposta sincera de Olivia
Antes da viagem, Olivia estava um pouco preocupada. “Não com medo, mas preocupada”, esclareceu. A primeira coisa que os amigos perguntaram quando ela voltou para casa foi se o Brasil era perigoso. Após três semanas e meia, sua conclusão foi prática.
“Desde que você tenha bom senso, não há motivo para ter medo.” Na prática, isso significava usar uma camiseta simples, não usar joias e não andar sozinho à noite.
Ela não finge que nada aconteceu. Ao se afastarem do centro em Salvador, cidade de que gostou muito, durante uma caminhada de 20 minutos rumo a um supermercado, a família percebeu uma mudança no ambiente em comparação com a energia vibrante dos locais visitados anteriormente. “As ruas foram ficando mais escuras, e de repente nos sentimos sozinhos, então simplesmente paramos e pegamos um Uber.”
Embora alguns momentos tenham trazido um breve desconforto, a ansiedade foi mais relacionada a encarar o desconhecido do que a qualquer outra coisa. No fim, toda a viagem correu tranquilamente.
As surpresas do Brasil
Olivia é franca ao admitir que chegou com ideias pré-formadas. “Temos essa arrogância boba na Europa”, reconheceu ela, citando que pensou que as coisas fora de casa seriam menos pontuais e organizadas. O Brasil desmontou isso.
A família pegou três voos domésticos. Depois de um check-in lento, ela se preparou para atrasos que nunca vieram. “Tudo foi pontual, tudo deu certo. Até melhor, em alguns casos”.
A comida foi outra surpresa discreta e deliciosa. As orientações compartilhadas antes da viagem minimizavam o cardápio, quase como um pedido de desculpas pela comida simples ao longo da trilha. Mas, no fim, Olivia e a família adoraram todas as refeições caseiras que os anfitriões prepararam para eles.
Ela também avaliou muito bem o resto do Brasil, mas faz questão de dizer que nada se compara aos Lençóis Maranhenses.
As dicas de Olivia para quem viaja ao Brasil pela primeira vez
Questionada sobre o que diria a um amigo que fosse ao Brasil pela primeira vez, Olivia deu três dicas de viagem, com base na própria experiência:
- Aprenda um pouco de português: mesmo algumas palavras comuns já ajudam bastante, especialmente fora dos grandes hotéis, onde o inglês é menos frequente.
- Não deixe o medo planejar sua viagem: não é tão perigoso quanto as pessoas pensam. O bom senso faz a maior parte do trabalho.
- Planeje com cuidado: o Brasil é grande demais para simplesmente reservar um voo e ver o que acontece. Decida para onde quer ir e o que quer fazer antes de viajar.
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Onde Olivia quer ir nas próximas férias e suas considerações finais sobre os Lençóis Maranhenses
Uma viagem claramente não foi suficiente. Olivia tem certeza de que volta para o Brasil.
No topo da lista está o Pantanal, seguido pela Amazônia e pelo litoral em torno de Paraty, ao sul do Rio de Janeiro. Para uma família que foi atraída por dunas de areia branca e foi embora planejando conhecer uma área alagada e uma floresta, essa é a melhor recomendação de todas.
Ao resumir a viagem, Olivia não recorre à paisagem nem à logística, mas ao sentimento. “Foi o melhor momento das nossas vidas”, disse ela sobre a trilha de 3 dias pelos Lençóis Maranhenses. “A comunicação e a organização com o PlanetaEXO foram perfeitas, ágeis e confiáveis. A trilha em si foi uma das melhores experiências que já tivemos. Recomendamos muito!”
Fazer trilha nos Lençóis Maranhenses com o PlanetaEXO
Agora que você viu o parque nacional pelos olhos de Olivia, sabe o que uma viagem aos Lençóis Maranhenses realmente oferece.
O PlanetaEXO é uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes nos Lençóis Maranhenses e em outras aventuras pelo Brasil. Trabalhando ao lado de guias locais experientes, cuidamos da logística (traslados, acampamentos, refeições e roteiro) para que você e sua família possam focar nas dunas, do momento da reserva até a última lagoa sob a lua cheia. Fale conosco agora!
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