O ecossistema mais rico da Terra é o lar de inúmeras espécies de animais. Descubra a fascinante fauna da Amazônia!
Conhecida por sua vegetação incrivelmente rica, a Amazônia no Brasil é densa e diversa, com mais de 2.500 espécies de árvores e 30.000 tipos de plantas — de um total de 100.000 em toda a América do Sul. Embora a flora seja abundante, a fauna da Amazônia também é.
De mamíferos a peixes, anfíbios a pássaros, os animais da Amazônia são tão impressionantes quanto o lugar que chamam de lar. A floresta é o bioma brasileiro com o maior número de espécies, abrigando mais de 75% dos mamíferos e 80% das aves em território nacional.
Para ajudar você a descobrir os segredos dessas criaturas, o PlanetaEXO, uma plataforma de ecoturismo especializada em pacotes de viagem para a Amazônia, selecionou 15 fascinantes animais selvagens da Amazônia que vivem na maior floresta tropical do planeta. Confira abaixo!
Quais animais vivem na Floresta Amazônica no Brasil?
Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), existem aproximadamente 30 milhões de animais na selva amazônica, sem contar aqueles que ainda não foram catalogados.
Os rios abrigam quase 3.000 espécies de peixes e notórios mamíferos e animais aquáticos da Amazônia, enquanto predadores, macacos e aves se escondem entre as árvores.

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Tenha em mente: embora os animais da Floresta Amazônica sejam inegavelmente diversificados, eles se camuflam facilmente pela densa vegetação ou possuem hábitos noturnos. Não é impossível avistá-los, mas é menos comum do que no Pantanal — considerado o melhor lugar para observação da vida selvagem no Brasil.
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1) Boto-cor-de-rosa

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Talvez o maior símbolo dos animais da Amazônia, o boto-cor-de-rosa é conhecido por sua pele rosada e simpatia, sempre acolhendo e interagindo com os humanos. Embora seja particularmente famoso no Brasil, também é encontrado em outros países (Bolívia, Equador, Colômbia, Peru e Venezuela).
Curiosidades sobre o boto-cor-de-rosa:
- É o maior golfinho de água doce do mundo, medindo até 2,5 metros e pesando em média 200 kg.
- Os machos são maiores e mais rosados, enquanto as fêmeas são menores e de cor acinzentada.
- Para se mover pelos rios e florestas inundadas, bem como encontrar comida nas águas escuras do bioma, eles possuem um sistema de ecolocalização muito bem desenvolvido.
- A lenda local diz que o boto-cor-de-rosa se transforma em um homem charmoso durante a lua cheia no mês de junho. Em forma humana, ele frequenta festas, seduz mulheres e as deixa para trás para retornar ao rio. Esse mito foi amplamente usado na tradição popular para justificar filhos sem pai.
2) Peixe-boi-da-amazônia

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O peixe-boi-da-amazônia é o menor peixe-boi do mundo, medindo até 3 metros e pesando em média 450 kg. Este gigante gentil é protegido por leis brasileiras desde 1967, embora ainda seja caçado para o comércio ilegal de carne, e os filhotes frequentemente sejam capturados acidentalmente em redes de pesca.
Curiosidades sobre o peixe-boi-da-amazônia:
- Assim como uma impressão digital, cada peixe-boi tem uma mancha branca ou rosada única na barriga.
- Ao redor da Ilha de Marajó (Pará) e na costa do Amapá, eles vivem em simpatria com sua contraparte marinha (peixe-boi-marinho).
- Ao se alimentarem de plantas aquáticas e semiaquáticas, eles contribuem para a ciclagem de nutrientes dos rios e o controle da vegetação.
- Discreto e bastante solitário, sua expectativa de vida é estimada em 60 anos.
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3) Gavião-real (Harpia)

Photo: Ivo Kruusamägi
Um dos mais fascinantes animais selvagens da Amazônia, o gavião-real (também conhecido como harpia) é a maior ave de rapina das Américas, atingindo uma envergadura de pouco mais de 2 metros e pesando até 9 kg (fêmeas) e 5 kg (machos). Como predador de topo, alimenta-se de preguiças e macacos, possuindo garras fortes o suficiente para arrancá-los dos galhos das árvores.
Curiosidades sobre o gavião-real:
- Alguns grupos indígenas brasileiros os chamam de uiraçu, que significa “pássaro grande”. Eles também acreditam que a ave é a personificação dos caciques das tribos.
- Apesar do tamanho, é difícil avistá-los devido à sua agilidade e natureza solitária.
- Eles escolhem geralmente as árvores mais altas (com mais de 40 m) para construir seus ninhos.
- Como predador de animais da Floresta Amazônica de tamanho relativamente grande, precisa caçar em áreas com média de 100 km² — o equivalente a 10.000 campos de futebol!
4) Arara-azul

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Com penas azuis brilhantes e traços amarelos, a arara-azul voa em pares ou grupos e é muito fiel ao seu parceiro. Infelizmente, elas estão ameaçadas de extinção devido à caça, comércio ilegal e desmatamento.
Curiosidades sobre a arara-azul-grande:
- Alimentam-se de castanhas de dois tipos de palmeiras (acuri e bocaiúva).
- Com cerca de sete anos de idade, começam a procurar parceiros para se reproduzir.
- Durante os primeiros 45 dias de vida, são extremamente frágeis e incapazes de se defender — nem mesmo contra baratas e formigas.
- Elas também são encontradas no Pantanal e no Cerrado.
5) Macaco-barrigudo

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O macaco-barrigudo possui características muito específicas, incluindo uma cabeça arredondada coberta por pelos curtos e uma pelagem longa no abdômen, o que dá a impressão de um estômago robusto. É exatamente por isso que este adorável primata ganhou esse nome popular no Brasil.
Curiosidades sobre o macaco-barrigudo:
- Eles habitam principalmente áreas de terra firme da Floresta Amazônica, mas podem usar florestas inundadas durante períodos de grande abundância de frutas.
- Vivem na área do interflúvio Negro-Solimões, exceto na parte leste. Também são encontrados na Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
- Possuem uma pelagem semelhante à lã, com coloração cinza-amarronzada, um pouco mais clara na cabeça.
- Categorizados como animais gregários, vivem em grandes grupos (de 12 a 70 indivíduos).
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6) Cachorro-do-mato-de-orelha-curta

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O cachorro-do-mato-de-orelha-curta faz parte da lista de animais nativos da Amazônia mais raros, pois é bastante difícil avistá-los. Sua natureza esquiva funciona como uma forma de proteção, embora o desmatamento os coloque em constante risco.
Curiosidades sobre o cachorro-do-mato-de-orelha-curta:
- Alimentam-se de pequenos mamíferos, répteis, aves, insetos e peixes.
- Parecem cães de médio porte, com pelagem marrom-escura ou acinzentada, focinhos longos e pesando mais de 10 kg.
- Existem registros de habitat em planícies alagadas, florestas de terra firme, pântanos, plantações de bambu e ao longo de rios.
- Devido ao fato de evitarem os humanos, o conhecimento sobre a espécie ainda é consideravelmente limitado.
7) Piranha-vermelha (Piranha-caju)

Photo: H. Zell
Ao contrário da crença popular, as piranhas não são consideradas os animais da Floresta Amazônica mais perigosos. As piranhas-vermelhas (ou piranhas-caju), em particular, não costumam atacar humanos — apesar de seus dentes muito afiados em forma de triângulo.
Curiosidades sobre a piranha-vermelha:
- Sua dieta consiste em insetos, invertebrados aquáticos, moluscos, crustáceos, outros peixes, frutas, sementes e plantas aquáticas.
- Muito valorizada na culinária local, é considerada um alimento afrodisíaco.
- Habita rios, lagos e lagoas de águas barrentas.
- Reproduzem-se durante a estação chuvosa, principalmente de abril a maio. As fêmeas põem aproximadamente 5.000 ovos na vegetação recém-submersa, em ninhos construídos pelos machos.
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8) Ariranha

Photo: João Marcos Rosa
Classificada como um predador territorial, a ariranha é consideravelmente mais agressiva do que as lontras asiáticas. Excelentes nadadoras e caçadoras habilidosas, peixes, caranguejos, sapos, cobras e lagartos são algumas de suas comidas favoritas.
Curiosidades sobre a ariranha:
- Amplamente encontradas na Amazônia, elas também habitam outros biomas brasileiros (Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica).
- Distinguem-se pelas marcas brancas no pescoço (que são únicas para cada indivíduo).
- Vivem em grupos de até 20 membros, formados por um casal e várias de suas crias.
- As ariranhas usam uma espécie de banheiro comunitário, que também serve para marcar seu território com um cheiro muito característico.
9) Uacari

Photo: Denis Jervis
Uacari é o nome comum dos macacos do Novo Mundo pertencentes ao gênero Cacajao. Suas características mais marcantes são a falta de pelos no topo da cabeça e o rosto avermelhado — quanto mais vermelho o rosto, mais saudável o animal está.
Curiosidades sobre os uacaris:
- Também é conhecido popularmente como macaco-inglês.
- Nativo do Brasil, mas também pode ser encontrado na Amazônia colombiana e peruana.
- Embora seja classificado como uma espécie vulnerável na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, possui uma população considerável perto da cidade de Tefé.
- É a grande inspiração da Uakari Lodge, um ecolodge e hotel de selva localizado na Reserva Mamirauá.
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10) Onça-pintada

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O Pantanal é o melhor lugar do mundo para ver onças-pintadas, mas elas também são uma parte fundamental dos animais selvagens da Amazônia e até do Cerrado. Essa variação de habitat ocorre por um único motivo: a incrível adaptabilidade do maior felino das Américas.
Curiosidades sobre a onça-pintada:
- Até outubro de 2025, pouco mais de 6.300 onças-pintadas haviam sido registradas em áreas protegidas da Amazônia, segundo o Instituto Mamirauá.
- A vegetação densa da Amazônia torna a caça mais difícil do que nos campos abertos do Pantanal. Por isso, as onças-pintadas da região amazônica costumam ser menores.
- Pesquisadores descobriram recentemente que as onças-pintadas podem miar como gatos, especialmente na comunicação entre fêmeas e filhotes.
- Assim como a impressão digital humana, as rosetas (manchas pretas espalhadas pelo corpo da onça) servem como forma de identificação única para cada indivíduo.
11) Jacaré-açu

Photo: Marcelo Bonifácio
Mortal e silencioso, o jacaré-açu é um especialista em camuflagem e caça predadores igualmente perigosos, como a sucuri. Durante os passeios noturnos, é um dos animais da Amazônia mais fáceis de identificar devido aos seus olhos brilhantes que reluzem na escuridão.
Curiosidades sobre o jacaré-açu:
- É um dos maiores crocodilianos do mundo, medindo mais de 4 metros e pesando até 400 kg.
- Quando jovens, são caçados por outros animais, mas tornam-se predadores de topo quando atingem a fase adulta, devido ao seu tamanho massivo.
- Ao contrário de outras espécies brasileiras, o jacaré-açu é solitário e é raramente visto perto de outros indivíduos.
- São essenciais para o equilíbrio ecológico do ecossistema amazônico, atuando no controle populacional de capivaras, peixes, mamíferos e até aves.
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12) Sapo-cururu

Photo: C. Brück
O sapo-cururu é fascinante, mas poucas pessoas chegam perto dele devido à sua aparência — pele áspera, verrugas espalhadas pelo corpo e um rosto pouco amigável — e ao veneno leitoso que ele esguicha nos agressores, podendo afetar o coração e causar alucinações. Quem diria que este seria um dos animais mais perigosos da fauna da Amazônia?
Curiosidades sobre o sapo-cururu:
- Reproduzindo-se em qualquer época do ano, as fêmeas podem pôr até 30.000 ovos.
- Grandes e volumosos, podem pesar até 1 kg (especialmente fêmeas grávidas).
- São conhecidos pelo coaxar muito alto e quase incessante quando estão em busca de parceiros.
- O esguicho de veneno pode atingir uma distância de quase 2 metros.
13) Preguiça-de-bentinho

@devinbelliston
De ritmo lento e tranquila, a preguiça-de-bentinho dorme mais de 14 horas por dia. Ela raramente desce das árvores, exceto para fazer suas necessidades uma vez por semana. Embora o desmatamento coloque esses animais nativos da Amazônia em risco, eles são frequentemente avistados, pois existe uma população saudável em toda a floresta.
Curiosidades sobre a preguiça-de-bentinho:
- O movimento diário de uma preguiça é de aproximadamente 38 metros — e nada mais.
- Em comparação com a sua lentidão em terra firme, elas são nadadoras surpreendentemente boas e bastante rápidas na água.
- Apesar da afiação de suas garras, as preguiças-de-bentinho não lutam contra predadores e as utilizam apenas para subir em árvores.
- Para evitar predadores como harpias, onças e cobras grandes, elas tendem a se mover apenas quando a noite cai.
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14) Poraquê (Peixe-elétrico)

Photo: Alex Zakletsky
O peixe-elétrico amazônico é conhecido localmente como poraquê, que significa “aquele que faz dormir” na língua indígena Tupi. O nome faz todo sentido — suas descargas elétricas giram em torno de 500 volts, mas podem chegar a até 1500 volts, de acordo com estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Curiosidades sobre o poraquê:
- Com um corpo cilíndrico e alongado semelhante ao de uma cobra, podem crescer até 2,5 metros de comprimento.
- Existem duas espécies: Electrophorus voltai (encontrada no Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso) e Electrophorus electricus (encontrada no norte do Amapá, Amazonas e Roraima, além da Guiana Francesa e Suriname).
- Comparável a uma bateria, a parte frontal do seu corpo tem carga positiva, enquanto a ponta da sua cauda tem carga negativa.
- O Electrophorus voltai foi nomeado em homenagem ao físico italiano Alessandro Volta, inventor da bateria.
15) Sucuri

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Famosa na cultura pop e temida por humanos e animais, a sucuri (ou anaconda) é mortal, mas não é venenosa. Quando encontra sua presa (mamíferos, aves, anfíbios, répteis, peixes), ela enrola seu corpo volumoso ao redor da vítima até que esta asfixie. Então, o banquete começa.
Curiosidades sobre a sucuri:
- Existem cinco espécies diferentes: sucuri-verde, sucuri-verde-do-norte, sucuri-amarela, sucuri-de-beni e sucuri-malhada.
- A sucuri-verde é a maior (chegando a até 7 metros e 130 kg) e a mais comumente encontrada entre os animais da Amazônia.
- Em português, elas são chamadas por vários nomes populares: boiaçus, boiçus, arigboias, sucurijus, viborões, etc.
- A franquia de terror Anaconda tem sete filmes. O primeiro, lançado em 1997, foi um grande sucesso de bilheteria e hoje é considerado um clássico cult.
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Embora a fauna da Amazônia seja bastante tímida, os viajantes ainda podem avistar alguns espécimes durante passeios de barco, caminhadas guiadas ou passeios noturnos — especialmente botos-cor-de-rosa, preguiças, jacarés e diferentes espécies de pássaros.
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